quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Declamo meu amor por ti

Eu te amo
Como quem toca o abstrato
Na distância do acalento da aurora
Na proximidade de quem no colo chora
Na angustia de um desejo,
De um contato, de um suave beijo
Na loucura incessante de quem ama
Quase que em segredo
Pois nem a canção dos ventos
Consegue tocar o mar revolto
Com tanta euforia
Quanto a que devora o meu peito
Num desespero imenso
Capaz de unir o silêncio
Com a eloqüência de quem berra em um megafone

Eu te amo tanto
Que não existe beleza
Ou desencanto
Que desencadeie
A transformação
Do riso em pranto
Por essa ser a emoção mais descabida
E a mais cobiçada pelo homem
Emoção que funde sentimentos
Que desafia o tempo
Na tentativa de se expandir aos quatro cantos
É a incerteza do amanha
Fundindo com a certeza do agora

É o sentimento mais louco,
Onde amo tudo o que em ti se faz presente,
Eu te amo perdidamente
Não apenas no agora
Mas no que ainda está ausente
Eu te amo e amarei pra sempre
Até o fim da nossa história.

(Jordana Bahia)

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