sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Homenagem ao meu Pai



Acendestes teu fogo dentro de mim
Quando tua paixão me fez brotar
Chorei, gritei, berrei sem fim...
Só no teu colo fui me acalmar
Escondida a tua presença eu cresci
Aprendi contigo o que é amar
Fiz de ti meu exemplo
Mais que pai, homem ou espelho 
Transformei-te em meu herói,
Meu companheiro
Um amigo verdadeiro
Com quem sei que posso sempre contar,
Pois quando errei
Foi em teus braços que pude chorar
E mesmo assim me amparaste
E ainda me destes asas para voar
Tendo a certeza que quando em perigo
É para teu ninho que sempre irei voltar...

domingo, 20 de novembro de 2011

Do que a gente se cansa

Quem é que se cansa de receber carinho?
Quem é que se cansa de ser amado?
Quem se cansa de receber elogios?
Quem é que se cansa de ser bem tratado?
Acredito que ninguém se cansa de ter abrigo e nem de se sentir resguardado.
Mas tem gente que acredita se cansar de tudo isso.
Na verdade não se cansam apenas não dão valor a nada.
A gente só se cansa de quebrar a cara,
Se cansa de não ser visto,
Se cansa de se sentir um fracaso.
Se cansa de não ter porto nem destino,
Se cansa de amar sozinho,
Se cansa de ser ao outro um nada.
Estou cansada desse trocadilho
Estou virando a página...

(Jordana Bahia)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A entrega


A gente se entrega por amor,
Se entrega por paixão,
Se entrega pra felicidade...
Ninguém se entrega atoa,
Se entrega sem sentido,
Se entrega por castigo...
Pra ter entrega tem que ter química,
Tem que ter sintonia,
Tem que ter magia,
Tem que ter conectividade...
Mas entrega não garante segurança,
Não garante confiança,
Não garante lealdade,
Nem ao menos eternidade...
Quem é que se entrega dessa forma?
Se entrega sem certezas,
Se entrega com total pureza,
Se entrega sem mentiras,
Se entrega de verdade...
Só se entrega quem ama
E quem é capaz de amar de tal forma?
Com tamanha beleza,
Com tamanha realeza,
Amar de todas as maneiras,
Amar mesmo sem reciprocidade...
Amar por inteiro,
Sem limites,
Amar terceiros mais que a si mesmo,
Amar sem medo,
Sem medo de perder sua liberdade,
Sua identidade,
Sem medo de perder a felicidade...
Só ama quem se entrega
Quem se entrega sem mensura,
Sem sensura,
Sem preconceito...
É se entregar em meio ao enleio
Sem rumo ou direção...
É se entregar ao desconhecido...
Uma entrega ás vezes até sem sentido,
Certo do que não é
Entrega é amor,
É paixão,
É despredimento...
É romper barreiras,
É amar de todo e qualquer jeito,
É querer o bem a quem nos faz mal....

                                   (Jordana Bahia)

Por recomendações vou tentar voltar a escrever...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Mano, meu Fedelho amado!

Sei que não somos perfeitos, e que as experiências nos transformam... Você é prova disso. É o "queridinho da mamãe" (rs), nunca baixa a cabeça, é um rebelde sem causa, vive sua vida e a transforma conforme sua necessidade. Admiro tua coragem, a tua autenticidade, o teu jeito de viver a vida! Com todos os seus defeitos você consegue preservar e matar os que te atingem. Ama tua família e amigos, os protege como fera sedenta e irracional, que com suas garras largas e afiadas fere aqueles q se poem em teu caminho e com essa mesma garra alimenta e acaricia teu bando. Você é uma figura rara, que tem uma configuração única que amadurece bruscament, e portanto, são poucos os que conseguem enxergar o teu diamante bruto cravejado nesse coração bandido!
Bom, isso tudo é só uma tentativa de te decifrar e dizer o qnto gosto e admiro vc, meu irmão, meu complice, companheiro, traira(rs), meu confidente! Amo você Fedelho, incondicionalmente... Saudadesss... d tudo da tua música irritante, do teu mau humor insuportável, da tua cara d pau pra mentir e se achar a última banana do cacho, saudadesss...de t ver crescendo com suas próprias pernas e se tornando esse homem extraordinário! Saudadess Fedelho...

Ah , Feliz aniversário!

Amo você!

Att,
da sua irmã careta.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Alguns de meus poetas

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros lá ao longe".
O vento da noite gira no céu e canta.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu amei-a e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.

Ela amou-me, por vezes eu também a amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.

Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.

Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
A minha alma não se contenta com havê-la perdido.
Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a.
O meu coração procura-a, ela não está comigo.

A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei.
Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.

De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos.
Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.

Porque em noites como esta tive-a em meus braços,
a minha alma não se contenta por havê-la perdido.
Embora seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.

(Pablo Neruda)
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De quem é o olhar
Que espreita por meus olhos ?
Quando penso que vejo,
Quem continua vendo
Enquanto estou pensando ?
Por que caminhos seguem,
Não os meus tristes passos,
Mas a realidade
De eu ter passos comigo ?

Às vezes, na penumbra
Do meu quarto, quando eu
Por mim próprio mesmo
Em alma mal existo,
Toma um outro sentido
Em mim o Universo -
É uma nódoa esbatida
De eu ser consciente sobre
Minha idéia das coisas.

Se acenderem as velas
E não houver apenas
A vaga luz de fora -
Não sei que candeeiro
Aceso onde na rua -
Terei foscos desejos
De nunca haver mais nada
No Universo e na Vida
De que o obscuro momento
Que é minha vida agora!

Um momento afluente
Dum rio sempre a ir
Esquecer-se de ser,
Espaço misterioso
Entre espaços desertos
Cujo sentido é nulo
E sem ser nada a nada.
E assim a hora passa
Metafisicamente.

(Fernando Pessoa)
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Os versos que te dou

Ouve estes versos que te dou, eu
os fiz hoje que sinto o coração contente
enquanto teu amor for meu somente,
eu farei versos...e serei feliz...

E hei de faze-los pela vida afora,
versos de sonho e de amor, e hei depois
relembrar o passado de nós dois...
esse passado que começa agora...

Estes versos repletos de ternura são
versos meus, mas que são teus, também...
Sozinha, hás de escuta-los sem ninguém que
possa perturbar vossa ventura...

Quando o tempo branquear os teus cabelos
hás de um dia mais tarde, revive-los nas
lembranças que a vida não desfez...

E ao lê-los...com saudade em tua dor...
hás de rever, chorando, o nosso amor,
hás de lembrar, também, de quem os fez...

Se nesse tempo eu já tiver partido e
outros versos quiseres, teu pedido deixa
ao lado da cruz para onde eu vou...

Quando lá novamente, então tu fores,
pode colher do chão todas as flores, pois
são os versos de amor que ainda te dou

(J.G.de Araujo Jorge)
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Soneto do Amor Total

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

(Vinicius de Moraes)

Entre outros...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A beira mar

Vento forte
Cheiro do mar
Brisa sopra meu cangote
Avisando que vais chegar
Mar azul
De águas cintilantes
Faz meu corpo se afogar
Traz meu mundo sobre terras flutuantes
Para que eu possa navegar...

                                          (Jordana Bahia)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Declamo meu amor por ti

Eu te amo
Como quem toca o abstrato
Na distância do acalento da aurora
Na proximidade de quem no colo chora
Na angustia de um desejo,
De um contato, de um suave beijo
Na loucura incessante de quem ama
Quase que em segredo
Pois nem a canção dos ventos
Consegue tocar o mar revolto
Com tanta euforia
Quanto a que devora o meu peito
Num desespero imenso
Capaz de unir o silêncio
Com a eloqüência de quem berra em um megafone

Eu te amo tanto
Que não existe beleza
Ou desencanto
Que desencadeie
A transformação
Do riso em pranto
Por essa ser a emoção mais descabida
E a mais cobiçada pelo homem
Emoção que funde sentimentos
Que desafia o tempo
Na tentativa de se expandir aos quatro cantos
É a incerteza do amanha
Fundindo com a certeza do agora

É o sentimento mais louco,
Onde amo tudo o que em ti se faz presente,
Eu te amo perdidamente
Não apenas no agora
Mas no que ainda está ausente
Eu te amo e amarei pra sempre
Até o fim da nossa história.

(Jordana Bahia)